O que é Bitcoin? Entenda como funciona essa criptomoeda e seu ecossistema


Veja como funciona o Bitcoin

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda a ser criada, em 2009, por um desenvolvedor que até hoje permanece anônimo. Com relativamente poucos anos de estrada, a cripto já se consolidou como um dos investimentos que mais se valorizou em 2021 e 2020, superando, inclusive, o ouro e ações do Ibovespa, que em agosto deste ano chegaram a ter performances negativas, de acordo com dados da revista Exame.


Mas o que torna o Bitcoin um investimento de tanta valorização? Será que é seguro apostar nesse criptoativo e entrar no universo das criptomoedas? Neste post você vai entender, de uma vez por todas, como funciona a maior criptomoeda do mundo e como você pode iniciar este investimento, de maneira segura. Vamos lá?


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O que é Bitcoin?



O Bitcoin, como mencionei acima, foi a primeira criptomoeda a ser desenvolvida, em 2009, por um desenvolvedor de pseudônimo Satoshi Nakamoto. Ninguém nunca realmente soube quem é Satoshi Nakamoto, se é um grupo de pessoas, uma pessoa só, um homem ou uma mulher, tudo o que sabemos é que este pseudônimo é o principal nome por trás da criptomoeda.


O Bitcoin foi anunciado ao mundo pelo seu white paper, que em curtas palavras, é o documento oficial que explica todo o conceito da criação da moeda, a sua estrutura interna e o seu funcionamento. E como ele foi a primeira criptomoeda a ser criada, ele praticamente também criou o conceito desta nova classe de ativos.


Uma criptomoeda pode ser definida como uma moeda digital, que possui um código fonte aberto, ou seja, que outras pessoas podem acessá-lo e sugerir melhorias e atualizações, e cujas transações feitas com esta moeda sejam criptografadas. Além disso, o Bitcoin é baseado na tecnologia blockchain, que pode ser compreendida, como um livro contábil também aberto, ou seja, é nela que são registrados todos os dados das transações que ocorrem com o Bitcoin.


Então, ao mesmo tempo em que você tem a segurança da criptografia, você também tem liberdade e transparência para consultar a blockchain sempre que quiser. Além de poder contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento tecnológico do Bitcoin.


E por fim, o Bitcoin é uma moeda descentralizada. Isso significa que, a partir da tecnologia blockchain, o Bitcoin desenvolveu uma maneira de realizarmos transações e operações financeiras sem a necessidade do intermédio de demais órgãos e entidades financeiras-econômicas, sejam elas governamentais ou não. A cripto não é controlada por nenhuma instituição, todo o seu processo de inserção de novas unidades da moeda no mercado, reservas e transferências de valores, ocorrem de maneira autônoma, somente por meio de sua tecnologia e sua arquitetura interna de funcionamento.


Na prática, isso quer dizer que o Bitcoin trouxe para a sociedade uma maneira muito mais libertária de controlarmos nossas próprias finanças, sem a intervenção de governos, sem processos financeiros extensos e burocráticos e de maneira segura. Posteriormente, diversas outras criptomoedas e tokens que se baseiam também na tecnologia blockchain criaram um novo sistema financeiro, 100% baseado na descentralização de serviços e produtos, as famosas Finanças Descentralizadas, ou DeFi.





Como funciona o Bitcoin?



Conforme explicado, o Bitcoin é uma moeda parte de um sistema descentralizado de finanças, ou seja, não há nenhuma instituição ou pessoa responsável pela fiscalização. Apesar de soar um tanto estranho e como algo “sem controle nenhum”, sua tecnologia criptografada e de ponta, que conta com um código complexo e único, não tem a possibilidade de ser alterada, nem mesmo pelos melhores hackers do mundo. Vou explicar abaixo como isso funciona!


A criptomoeda não é centralizada em nenhuma empresa, mas sim, funciona por meio da sua rede blockchain. A blockchain, por sua vez, precisa de um computador rodando o seu software para existir, é claro, e é aqui que entra a mágica da descentralização. A rede funciona por meio de computadores espalhados pelo mundo, que estão rodando seu software e formam uma espécie de super rede computacional, na qual cada computador (também chamado de node ou nó), funciona como um servidor independente, que elimina a necessidade de um órgão central regulador.


Além disso, a cripto foi desenvolvida num sistema que a torna deflacionária e escassa, ou seja, com o passar dos anos, a quantidade de unidades de bitcoin que são inseridas no mercado vai decaindo, por meio de um processo automático. Ele possui um fornecimento limite de 21 milhões de bitcoins que podem existir, atualmente o número já está em torno de 18,9 milhões, porém o limite está programado para ser alcançado somente por volta de 2140.  Ainda dá tempo de fazer seu estoque e aproveitar a escassez da cripto!


Então, seguindo a lógica da oferta e demanda de mercado, a longo prazo o Bitcoin só tende a ser valorizado, uma vez que a quantidade de moedas em circulação irá decair (oferta) e o interesse e adesão da cripto irá subir (demanda). Não é atoa que ele é chamado de ouro digital, pois ele realmente é um ativo escasso e de fornecimento limitado.



O que é Blockchain?

moeda de bitcoin em uma divisória vermelha e azul


Todo o funcionamento do Bitcoin está intrínseco à tecnologia blockchain. Na tradução literal, blockchain significa cadeia de blocos, é nela que ocorrem todas as negociações com a cripto, onde cada bloco é composto pelos dados registrados das transações. Essas transações são protegidas pela criptografia e ocorrem de forma anônima, ou seja, você não consegue saber o nome ou o endereço residencial de quem você está comprando seus bitcoins, e vice-versa.


Porém, apesar das transações ocorrerem de forma anônima, os valores, o volume de moedas negociadas e o endereço de carteira ficam dispostos na blockchain, e você consegue acompanhar como estão as negociações no mercado.


Cada transação de bitcoin, além de ser registrada na blockchain, emite um código que precisa ser verificado pelos mineradores do Bitcoin. De maneira resumida, mineradores são as pessoas que, através de computadores ou máquinas específicas, são responsáveis por validar essas transações que estão registradas nos blocos. Tal validação acontece por meio da resolução de uma função hash, que nada mais é do que uma conta matemática de altíssimo grau de complexidade, que só pode ser solucionada por meio de um computador bem potente.


Esses mineradores, que são as pessoas que possuem tais computadores e que ficam validando as transações do Bitcoin, são recompensadas em unidades de bitcoins por este trabalho. Uma forma bem inteligente de manter o interesse das pessoas em continuarem prestando tal serviço e manter a moeda num ecossistema autossustentável.


O processo mencionado no tópico anterior, que consegue tornar o Bitcoin escasso, está relacionado com essa recompensa que é paga aos mineradores. Chamado de halving, este processo acontece aproximadamente de 4 em 4 anos, e por meio dele, essa recompensa repassada aos mineradores é cortada pela metade. Ou seja, o fornecimento de novas unidades de bitcoin no mercado é cortado pela metade, o que diminui a sua oferta e aumenta o seu preço.



Bitcoin é seguro?



Conforme foi dito no início do post, a blockchain e as transações que ocorrem nela não podem ser adulteradas ou hackeadas, vou explicar o porquê.


Você se lembra que eu mencionei que a blockchain funciona por meio de servidores espalhados pelo mundo? Isso significa que o Bitcoin faz parte de um sistema descentralizado, cujo código fonte é compartilhado com todos estes servidores que estão rodando a blockchain. Na prática, isso quer dizer que cada um desses computadores detêm uma parte de sua blockchain, portanto o controle desta rede não está centralizado em apenas um computador.


Para alguém conseguir hackear a blockchain do Bitcoin, essa pessoa precisaria deter, no mínimo, o controle de 51% destes servidores, ou seja, mais da metade de todos os computadores do mundo que estão, atualmente, rodando o software.


Desde 2009, ano de criação do Bitcoin, nunca foi registrada qualquer tentativa bem sucedida de invasão em sua blockchain. Além disso, a moeda tem um sistema de criptografia extremamente avançado, que inclusive é o mesmo utilizado por agências do serviço secreto do governo dos Estados Unidos.


Mas claro, como ela é uma moeda digital, você deve se atentar às questões de segurança cibernética e, principalmente, em como você vai fazer este investimento de maneira segura.





Como investir em Bitcoin?

moeda de bitcoin em cima de um gráfico de investimentos


Existem 3 formas básicas de se investir em Bitcoin: por meio de uma corretora de criptomoedas, por meio de transações ponto-a-ponto, ou por meio da mineração.


Investindo por uma corretora



A corretora é a maneira mais segura e mais fácil para se investir em Bitcoin. Uma corretora vai oferecer um local seguro para você alocar seu patrimônio, e ela ficará responsável por parear os investidores, ou seja, conectar os compradores com os vendedores e facilitar essa troca.


Tudo isso acontece de maneira automática dentro da plataforma da corretora e você consegue acompanhar o mercado pelo Livro de Ofertas. Além disso, você conta com outros serviços, como armazenamento seguro de suas criptos, oportunidades distintas de outros criptoativos para investir, opções variadas de ordens de trades (compra e venda), conteúdos educativos e atualizados, além de um suporte humanizado para resolução de possíveis contratempos ou dúvidas na hora de investir.


Eu recomendo e utilizo a Coinext, corretora que em 2021 foi premiada pelo Cointimes Awards como “Exchange com Melhor Experiência do Usuário (UX)” e foi finalista na categoria “Melhor Exchange do Brasil”. Lá você pode negociar os maiores criptoativos do mercado, como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Cardano (ADA); Chainlink (LINK); Dogecoin (DOGE); Stellar (XLM); EOS, Axie (AXS), SUSHI e muitos outros.


A Coinext se preocupa em oferecer diversidade de investimentos, liquidez e segurança aos investidores. Depois de criar sua conta gratuita no site, é só você realizar um depósito, comprar a moeda e então aguardar o momento de realizar a venda.





Negociações P2P



A segunda forma de se investir em Bitcoin é por meio das negociações P2P, peer-to-peer, ou simplesmente ponto-a-ponto. Neste modelo de negociação, o investidor realiza as transações diretamente com a outra parte envolvida, sem o uso de um intermediário, como uma corretora.


O risco deste tipo de transação é que não há garantias de que você receberá seus tokens ou seu dinheiro, uma vez que a relação entre as partes é puramente na base da confiança.


Mineração



A terceira e última forma de se investir em Bitcoin é por meio da mineração. Este é o processo que foi descrito nos tópicos acima, no qual algumas pessoas com computadores super potentes, ou máquinas específicas, ficam responsáveis por validar as transações da blockchain. Sendo assim, elas são recompensadas pelo trabalho prestado e ganham algumas unidades de bitcoins.


No entanto, o processo não é tão simples assim, pois envolve uma série de custos com energia elétrica, que, se colocados na balança, podem não valer a pena. Para minerar o Bitcoin, o computador precisa ficar ligado 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, ele precisa estar inserido em um ambiente refrigerado, o que inclui um ar condicionado também funcionando ininterruptamente.


O processo só vale a pena quando você tem recursos e tempo para disponibilizar na atividade, do contrário, você poderá estar apenas aumentando em muito sua conta de luz e seu investimento em tecnologia.


Mas e você, gostou de conhecer mais sobre este universo cripto que vem bombando na carteira dos investidores?


Se você quer investir em Bitcoin e outras criptomoedas, abra sua conta gratuita na Coinext e comece hoje mesmo! A partir de R$25,00 você já consegue comprar e vender suas criptomoedas.



E aí, você já investe em Bitcoins?





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