O que é reserva de emergência e como ela poderá salvar sua vida financeira

cofrinho de porquinho vermelho com uma cruz branca e o porquinho está em cima de algumas moedas

Acredito que você deve ter se deparado com alguém falando que você precisa ter uma reserva de emergência, mas no final das contas essa pessoa não te explicou o que é, e qual a importância de formar uma reserva de emergência, e você deve estar com várias perguntas na cabeça.


Mas fique tranquilo, eu estou aqui para te ajudar e fazer com que você fique fera nesse assunto!



O que é reserva de emergência


A reserva de emergência é um valor economizado ao longo do tempo que serve para bancar despesas futuras vindas de emergências ou para bancar despesas mensais em momentos de dificuldade financeira, é o famoso "pé de meia".


A reserva de emergência possui vários nomes, reserva financeira, colchão financeiro, fundo de emergência, fundo de sossego, fundo financeiro, reserva de liquidez, mas tudo quer dizer a mesma coisa.


Formar uma reserva de emergência é o primeiro passo para uma pessoa que deseja ter uma vida financeira estável e saudável, também quem deseja começar a investir para o futuro. Ter uma saúde financeira equilibrada, mantém sua saúde mental em dia, te dá a possibilidade de deitar a cabeça no travesseiro sem preocupação nenhuma, isso tem preço? Para mim, não têm preço!


Esse “colchão” fornece tranquilidade psicológica para as pessoas, pois funciona como uma espécie de seguro para casos como uma demissão inesperada, o surgimento de uma doença na família ou outra situação imprevista.


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Para quem é recomendado a reserva de emergência?


Acaba sendo quase que um senso comum entre os educadores e planejadores financeiros, que todas as pessoas devem ter uma reserva de emergência.  “A reserva de emergência é essencial para o planejamento financeiro dos investidores”, diz Ilda Spritzer, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e autora de A bolsa no bolso: Fundamentos para investimentos em ações.


“Ao mesmo tempo que fornece um colchão de proteção, impedindo que as pessoas entrem em dívidas, os recursos também permitem que a parte da carteira voltada para objetivos como aposentadoria seja alocada em produtos de longo prazo, tendo um retorno mais atrativo”, explica Ilda. Isso vale para todos os tipos de investidores: desde os iniciantes e conservadores até os experientes e agressivos.


Um erro frequente de investidores que entram despreparados no mercado de investimentos, é pular esta etapa ou até mesmo não concluí-la e já partir para outros tipos de investimento. Essa prática tem uma consequência muito grave, em momentos de dificuldade financeira, estes investidores se sentem obrigados a se desfazerem de seus investimentos e em muitas vezes no prejuízo porque resgatam antes da hora, porque necessitam do dinheiro para arcar com estes imprevistos.


Porém, se nesses momentos de dificuldade, esses investidores estivessem com uma boa reserva de emergência, provavelmente não precisariam se desfazer dos outros investimentos.

Por isso, não seja rebelde, não pule a reserva de emergência!




Qual o valor ideal para uma reserva de emergência?


Não há um valor definido para a reserva de emergência porque cada pessoa tem um gasto mensal e possuí despesas diferentes, além de terem necessidades diferentes, mas existe uma fórmula que te ajudará a chegar nesse cálculo:


A fórmula é simples, basta você definir quantos meses você quer que a sua reserva de emergência te sustente em um momento de falta de renda, depois disso basta multiplicar pelo valor das suas despesas mensais.


  • Exemplo 1: o João é empreendedor e tem despesas mensais em torno de R$ 2.000,00. Como ele é empreendedor e não possui uma renda mensal fixa, ele deseja ter uma reserva de emergência que o sustente durante 12 meses caso algo dê errado em seu negócio. Para chegar neste cálculo, basta fazer - 12 x 2.000 = 24.000 - nesse caso o João precisará ter R$ 24.000,00 em sua reserva de emergência para o sustentar durante esse período. 


  • Exemplo 2: o Thiago é funcionário registrado CLT em uma empresa e tem despesas mensais em torno de R$ 1.200,00. A preocupação do Thiago é ser demitido da empresa e não ter tempo para conseguir um seguro desemprego, ou pior, ficar muito tempo desempregado e o seguro acabar, ele deseja ter uma reserva de emergência que o sustente durante 10 meses. Para chegar neste cálculo, basta fazer - 10 x 1.200 = 12.000 - nesse caso o Thiago precisará ter R$ 12.000,00 em sua reserva de emergência para o sustentar durante esse período. 


Estes exemplos são apenas ilustrativos, mas servem para te dar uma noção do que você precisa definir para sua reserva de emergência, defina o tempo que esta reserva vai te sustentar e quanto você precisa por mês para pagar todas suas despesas. Depois disso fica fácil a conta.


As condições financeiras de cada pessoa podem variar muito, por isso considere todos os fatores, alguns são:


  • Regularidade das receitas: quanto maior ela for, mais previsível tende a ser o volume de recursos que a pessoa poderá gastar e será capaz de poupar. O funcionário de uma empresa, via de regra, recebe o mesmo salário todos os meses. Já um profissional autônomo pode ter variações de renda de um mês para o outro, agregando maior instabilidade ao seu orçamento pessoal;


  • Empregabilidade: uma das emergências financeiras mais comuns é a perda do emprego. A depender da facilidade com que a pessoa conseguiria se recolocar no mercado de trabalho, o tamanho da sua reserva deveria ser maior ou menor. Quem atua em áreas muito específicas, com pouca oferta de vagas, ou está com a formação defasada tende a levar mais tempo para conseguir um emprego novo, por exemplo;


  • Compromissos já assumidos: também faz diferença na hora de estabelecer um valor para a reserva de emergência os gastos que a pessoa já possui e que não podem ser interrompidos. Alguém que tenha um financiamento imobiliário, por exemplo, ou que banque o plano de saúde dos pais idosos sabe que esses gastos persistirão mês após mês, havendo uma emergência ou não;


  • Outros produtos financeiros que a pessoa já possua, como seguros de vida, de residência ou de automóvel, que oferecem segurança para alguns casos específicos de emergências;


  • Perfil de risco do investidor: é necessário lembrar que talvez seja necessário manter reservas de emergência maiores a depender da composição do restante da carteira de investimentos da pessoa. Quem mantém, por exemplo, muitas aplicações em renda variável sabe que não pode dispor delas a qualquer momento – e, nesse caso, pode ser importante reforçar o volume de recursos guardado especificamente para imprevistos.


Como criar uma reserva de emergência?


Depois de saber o valor ideal da reserva de emergência para você, agora é a hora de economizar. Economias diárias em seu orçamento, corte de despesas desnecessárias e fazer uma renda extra, podem te ajudar muito a economizar para formar a reserva de emergência.


Se você têm dificuldades para organizar suas finanças e fazer sobrar algum dinheiro para formar sua reserva, veja as dicas deste post aqui.


Após organizar as finanças para ter um dinheiro sobrando todos os meses, basta aplicar este dinheiro mensalmente em algum investimento e depois de um tempo a sua reserva já estará formada.


Onde investir a reserva de emergência


Para responder essa dúvida, você precisa saber as duas principais características que devem estar nos investimentos que são para reserva de emergência: alta liquidez e baixo risco. De fato, uma característica depende da outra, e você vai entender a razão.


Se estamos falando de imprevistos, é de se supor que a demanda por recursos causada por imprevistos ocorra imediatamente também.


O nível de facilidade para resgatar um investimento – ou transformá-lo em dinheiro vivo – é o que chamamos de liquidez. Por isso dizemos que a reserva de emergência precisa ser aplicada em produtos financeiros de liquidez elevada.


Essa característica está presente principalmente nos investimentos de baixo risco, o que também é um elemento importante nesse caso. Como esses recursos podem ser demandados a qualquer momento, não há tempo para esperar e resgatá-los “quando o mercado melhorar”. É preciso que estejam disponíveis em aplicações seguras e livres de grande volatilidade.


Os produtos que normalmente são os mais recomendados para a reserva de emergência são títulos públicos do Tesouro Nacional que oferecem como remuneração a taxa básica de juros (Selic), conhecidos como Tesouro Selic, CDBs (certificados de depósito bancário) de grandes bancos que paguem a taxa do CDI, fundos DI e a poupança, porém, esta rende menos que os investimentos anteriores.


Nesse vídeo explico melhor sobre cada opção de investimento para a reserva de emergência.


A escolha entre as opções mais indicadas precisa considerar as características de cada produto específico, com destaque para os custos. Como são alternativas de baixo risco e rentabilidade relativamente menor, custos operacionais elevados são um problema, já que podem abocanhar uma parcela considerável do retorno.


Para investir nos títulos Tesouro Selic, por exemplo, vale a pena buscar corretoras que não cobrem taxa de administração para intermediar os negócios. O mesmo vale para os fundos DI: ainda existem opções com taxa de administração desproporcionalmente elevada, em relação à rentabilidade que oferecem. É necessário evitá-los.


No caso dos CDBs de baixo risco, a remuneração normalmente é expressa como um percentual do CDI – como 100% ou 120% do CDI, por exemplo. É importante buscar taxas elevadas, mas atentar para o risco e a liquidez. Em geral, as remunerações mais generosas são oferecidas por instituições com maior risco de crédito ou em papéis que precisam ser mantidos por um prazo maior pelo investidor, não podendo ser resgatados a qualquer momento.


Depois dessas informações, tenho certeza que você vai correndo se organizar e começar a formar sua reserva de emergência, espero ter te ajudado e te desejo sucesso!




Continue acompanhando o Se Torne Investidor para mais dicas sobre finanças!



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